Procura por vacina contra o HPV é pequena em Itabaiana

Em janeiro deste ano, a vacina passou a ser ampliada também aos meninos.


 24/07/2017 às 17h:32min
Procura por vacina contra o HPV é pequena em Itabaiana

A vacinação contra o vírus do papiloma humano, mais conhecido como HPV, entrou no calendário nacional de vacinação no ano de 2014. O HPV é uma das viroses sexualmente transmissíveis de maior frequência, a qual atinge a pele e as mucosas, podendo causar verrugas ou lesões percursoras de câncer, como o câncer de colo de útero, caso a pessoa infectada possua uma imunidade baixa.

Inicialmente, as vacinas eram destinadas somente a meninas de 9 a 14 anos, passando a ser ampliada também, em janeiro deste ano, aos meninos com idade entre de 12 a 13 anos. A vacina faz parte do calendário de vacinação e é disponibilizada gratuitamente pelo SUS, entretanto, sua procura ainda é muito pequena. Na capital Aracaju, por exemplo, as vacinas contra o HPV estavam estocadas e perto do prazo de validade. Segundo a Secretaria Municipal de saúde, a adesão em 2016 foi de 6.031 vacinados, e até o momento 56% desse número foi alcançado.

No município de Itabaiana a situação não é diferente. Segundo a auxiliar de coordenação da Secretaria Municipal da Saúde do município, Tatiana Andrade, a procura pela vacina é baixa, pois é uma novidade para a população, “as pessoas, especialmente os pais, ainda não têm muito conhecimento sobre a vacina, o que dificulta a imunização”. Dessa forma, para melhorar a situação, os agentes de saúde realizam visitas nas escolas, com o objetivo de esclarecer as dúvidas acerca do HPV e da vacinação. De acordo com Tatiana, a secretaria está fazendo o seu papel, indo às escolas e levando documentos para a autorização dos pais, “nós da saúde pública do município, temos que ir atrás, na busca de imunização, indo nas escolas públicas e particulares e conscientizando os pais sobre a importância da vacina”, afirmou.

Os meninos e as meninas devem tomar 2 doses da vacina, sendo que a 1ª dose está disponível em escolas públicas e privadas ou em postos de saúde da rede pública.


Da redação.
Atualizado: 24/07/2017 às 18h:12
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