UFS poderá fechar as portas em outubro

Gabinete da Reitoria publica nota anunciando a gravidade do problema.


 01/08/2017 às 17h:07min
UFS poderá fechar as portas em outubro

Na manhã de hoje (01/08), o sindicato dos professores (Adufs), dos técnicos administrativos (Sintufs) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Sergipe prestaram uma coletiva à imprensa, na qual alertaram a sociedade da situação financeira da Instituição e do possível fechamento nos próximos meses, por falta de repasse do governo federal. 

Segundo a coletiva, houve cortes de um milhão de reais nos recursos da assistência estudantil, além das bolsas de pesquisa e extensão que também foram reduzidas.  Ainda anunciaram que o Reitor declarou que a UFS não tem recursos para se manter a partir de outubro, caso o MEC não libere as verbas de custeio da universidade.

Amanhã (02/08), A Adufs juntamente com o Sintufs e com o DCE estarão realizando uma paralização na Universidade Federal de Sergipe, cujo objetivo é exigir os devidos repasses do MEC e contra os cortes na educação. A concentração será às 06h nas entradas do Campus de São Cristóvão e às 08h30  acontecerá uma marcha pelo Campus rumo à manifestação na Reitoria. 

Leia o Comunicado Oficial publicado hoje no site da Instituição:

UFS esclarece a respeito do quadro de restrição orçamentária

Em face dos anúncios veiculados nas mídias sociais e pela imprensa nacional acerca dos cortes nos orçamentos das Universidades Federais, a UFS esclarece à comunidade Universitária que o quadro de restrição orçamentária é fato e atinge a todas as Instituições federais de Ensino Superior do país.

A dotação orçamentária liberada pelo MEC corresponde, até o momento, a 70% das despesas de custeio e aproximadamente 50% das despesas de capital. Caso não haja liberação integral de 100% do limite orçamentário relativo a custeio, haverá, inevitavelmente, sérios problemas de execução de despesas de energia, bolsas, pessoal terceirizado (limpeza, segurança, apoio operacional etc).

A informação repassada extra oficialmente pelo MEC é de um contingenciamento de 15% dos recursos de custeio e de 40% dos recursos de capital. Todas as instituições estão aguardando a definição oficial, sob pena de comprometimento de parte considerável das atividades de manutenção das Universidades Federais, a partir dos meses de setembro e outubro do corrente ano.

Até o momento a UFS tem conseguido manter em dia o pagamento de serviços contratados, de modo que todos os serviços essenciais foram mantidos, a despeito da profunda crise econômica e financeira do país.

Gabinete do Reitor

 


Da redação.
Atualizado: 01/08/2017 às 17h:12
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